Lula estende isenção de impostos para igrejas evangélicas

Emenda à Constituição beneficiaria grandes organizações evangélicas e ainda está em discussão

Publicado em

O governo do presidente Lula está propondo uma emenda à Constituição que estenderia a isenção de impostos para organizações religiosas para incluir empresas comerciais afiliadas à igreja. Isso beneficiaria uma série de grandes organizações evangélicas, incluindo a Igreja Universal do Reino de Deus, a Igreja Mundial do Poder de Deus e a Igreja da Graça.

Plenário do TSE no julgamento do Bolsonaro — Foto: Cristiano Mariz/O Globo

A emenda foi criticada por especialistas, que dizem que é uma forma de desvio de impostos e que poderia levar a empresas comerciais a se disfarçarem de organizações religiosas para se beneficiar da isenção. Eles também dizem que a emenda é inconstitucional, pois viola o princípio de que todas as pessoas devem ser tratadas igualmente sob a lei.

Bolsonaro sancionou uma lei por ano para o setor religioso durante seu mandato. A lei mais recente que ele sancionou, em 2021, isentou igrejas de pagarem o principal imposto estadual, o ICMS, que incide sobre serviços e produtos, como conta de luz, por até 15 anos.

Ele aumentou a isenção previdenciária a pastores em 2022, e que uma emenda constitucional isentou igrejas de pagarem IPTU sobre imóveis alugados.

Essas ações de Bolsonaro foram criticadas por alguns como uma forma de agradar ao eleitorado evangélico. No entanto, Bolsonaro também recebeu elogios de alguns líderes evangélicos por sua defesa da liberdade religiosa.

Julgamento da ação contra a chapa Jair Bolsonaro e Walter Braga Netto, no Tribunal Superior Eleitoral. Tarcísio Vieira, advogado de defesa do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, durante sessão. — Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo
A emenda: 
- Foi proposta pelo deputado Aguinaldo Ribeiro, do Partido Progressista (PP).
- Foi apoiada pelos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União).
- Foi criticada por especialistas, incluindo João Paulo de Campos Echeverria, presidente da Comissão de Assuntos Religiosos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
- Ainda está em discussão e não está claro se será aprovada.

O governo defende a emenda, dizendo que é necessária para proteger a liberdade religiosa. Eles dizem que a emenda não permitiria que as igrejas se envolvam em atividades comerciais, mas apenas lhes permitiria ter empresas afiliadas que as ajudem a realizar sua missão religiosa.

A emenda ainda está em discussão e não está claro se será aprovada. No entanto, se for aprovado, seria um grande impulso para o poder político das igrejas evangélicas no Brasil.

Fonte: O Globo

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

184.758

132,618FãsCurtir
73,451SeguidoresSeguir

Notícias Recentes

Acidente entre três veículos causa uma mort3 na BR-290

Pantano Grande - RS - (Região de Santa Cruz do Sul) - Um acidente...

Identificada menina que morreu após carro cair de ponte no PR

Rio Bonito do Iguaçu - PR - Sofia Dias dos Santos, de 6 anos,...

Opinião NP – Sandro Savegnago: visão de futuro para Mata

Mata - RS - (Região Central) - A política, quando usada como ferramenta de...

Obra da Corsan volta a causar transtornos no Centro

Santiago, RS - A obra de canalização da rua Marechal Deodoro, feita pela Corsan,...

Leia Também

Ministro apresentou os laudos na investigação

Balneário Camboriú-SC - A defesa do ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ),...

Acusado de feminicídio vai a júri nesta quarta-feira

São Luiz Gonzaga - RS - (Região das Missões) - O Tribunal do Júri...

Argentina busca virada histórica e avança na Copa

Atlanta, Estados Unidos - A Argentina conseguiu uma virada histórica nesta terça-feira (7) e...