Porto Alegre – A antiga estrutura do Presídio Central, considerada a pior do país, está sendo demolida para dar lugar a uma nova prisão com previsão de conclusão em janeiro de 2024.
Apenas três pavilhões permanecem de pé, e a reportagem de GZH teve acesso a um deles, que ainda apresenta características marcantes da antiga condição precária do presídio, como sujeira, objetos revirados e paredes depredadas.

Dois dos pavilhões restantes serão demolidos, enquanto o pavilhão E passará por uma reforma.
A nova prisão terá capacidade para quase 2 mil presos e oferecerá melhorias na estrutura e segurança. A obra está em andamento, e a construção ocorre simultaneamente ao funcionamento do presídio.

38 pessoas no lugar de oito
Com as celas superlotadas, abrigando 38 onde cabiam oito, os presos se aglomeravam pelos corredores, onde colocavam colchões enfileirados. Conviviam com esgoto a céu aberto, em meio a brigas, rebeliões e mortes. Um dos recordes de superlotação foi no início de 2011, quando o número de presos chegou a 5 mil e 200, enquanto o total de vagas era de 2.069.




