O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que o montante foi recebido entre janeiro e julho deste ano, sendo utilizado para pagamento de multas e convertido em aplicações financeiras.
Os seus advogados condenaram a divulgação das informações financeiras, classificando-a como uma “criminosa violação de sigilo bancário”.
A divulgação do relatório tem gerado repercussão nas redes sociais e sido criticada pelos filhos do ex-presidente.
As contas do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cesar Barbosa Cid, também foram analisadas pelo Coaf, indicando movimentações consideradas “atípicas” e envio de valores para os Estados Unidos.
Um assassinato de reputação sem precedentes contra o melhor presidente que o Brasil já teve! Reviram tudo, não encontram nada e mais uma vez quebram a cara!
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) July 28, 2023
Nunca houve qualquer vazamento, quebra de sigilo ou exposição, sem embasamento, de nenhum ex-presidente na história do… pic.twitter.com/yagJghO7pX
Bolsonaro ironiza os 17 milhões recebidos via pix: “Vai dar para pagar contas e comer pastel”
Mesmo com os milhões recebidos, o ex-presidente não pagou suas multas com o Estado de São Paulo. O registro de débitos inscritos na dívida ativa paulista aponta que ele tem sete multas na Secretaria de Saúde do Estado, que somam uma dívida acima um milhão.
Em junho, deputados e influenciadores bolsonaristas chegaram a fazer uma campanha pedindo doações por pix ao ex-presidente, alegando que ele seria vítima de “assédio judicial” e que precisa de ajuda para pagar o que chamaram de “diversas multas em processos absurdos”.
A assessoria de Bolsonaro confirmou o número do pix e ele não desautorizou os depósitos. No fim de junho, o ex-presidente disse que a “vaquinha” arrecadou o suficiente para pagar multas, sem revelar valor.



