Em operação para prender o suspeito de matar o soldado santa-mariense Patrick Bastos Reis, 30 anos, umas 10 pessoas foram mortas em Guarujá, litoral paulista. O governo de São Paulo confirmou oficialmente oito mortes, mas a Ouvidora de Polícias relatou um número maior.
O soldado Patrick Bastos Reis fazia parte das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar e foi morto por um atirador durante uma patrulha na quinta-feira anterior, sem ter chance de se defender. O governador Tarcísio Freitas afirmou que não houve excesso da força policial durante a operação.
Dez pessoas foram presas durante a operação, e o suspeito do ataque, Erickson David da Silva, foi detido no domingo. A arma utilizada no disparo contra o soldado ainda não foi encontrada, mas a autoria do crime foi confirmada pelo suspeito preso com base em provas testemunhais de outros detidos.

O governador elogiou a atuação profissional da polícia durante as operações e afirmou que ações agressivas contra policiais não ficarão impunes. Ele enfatizou que a polícia reagiu quando foi hostilizada pelos suspeitos, mas que não deseja o confronto.
Apesar das prisões, a Operação Escudo continuará por mais 30 dias para combater o crime organizado na Baixada Santista. O governo planeja instalar uma unidade da Polícia Militar na região em fevereiro de 2024 com aumento real de efetivo.
Houve denúncias de tortura por parte dos policiais durante as prisões, incluindo um dos mortos que teria marcas de queimadura de cigarro. O secretário de Segurança, Guilherme Derrite, afirmou que tais denúncias são consideradas “narrativas” e que não chegaram oficialmente ao governo.
Dos oito mortos confirmados oficialmente, apenas quatro foram identificados, sendo que todos têm antecedentes criminais.
O soldado Patrick Reis foi sepultado em São Paulo, onde residia, deixando esposa e um filho de dois anos. A família tentou trazer o corpo para Santa Maria, mas não conseguiu.
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