Mulher que estava desaparecida há 21 anos é irmã da santiaguense que perdeu a casa em um incêndio

O patrão alegou que apenas dava abrigo a uma pessoa sem condições de morar em outro lugar

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Santa Maria/Santigo – Após mais de 20 anos de desaparecimento, Adelaide Alexandrete, de 45 anos, foi finalmente resgatada em Santa Maria, RS, onde trabalhava como doméstica em condições de escravidão. Ela vivia em uma casa onde era monitorada 24 horas por dia e não tinha direitos trabalhistas nem remuneração. As condições eram tão precárias que ela era obrigada a tomar banho em uma bacia, já que o banheiro não tinha chuveiro.

Após o resgate, descobriu-se que Adelaide é irmã de uma santiaguense que há pouco tempo perdeu sua casa em um incêndio no bairro Missões, em Santiago. A família dela perdeu tudo no incidente.

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  • O desaparecimento de Adelaide foi registrado em 2008, mas a família nunca obteve notícias sobre seu paradeiro, o que causou grande angústia por mais de duas décadas. A situação só foi descoberta quando seu prontuário médico em um serviço público de saúde levantou suspeitas, dando início às investigações que resultaram em seu resgate.

Após o reencontro emocionante com a família, Adelaide agora deseja concluir seus estudos e abrir uma loja para vender roupas que ela mesma produz. O Ministério Público do Trabalho garantiu o pagamento de verbas rescisórias pelo empregador que a explorou por mais de duas décadas sem lhe pagar salários, férias ou décimo terceiro.

O procurador do Ministério Público do Trabalho, Alexandre Maria Raganin, revelou que o empregador alegou que estava agindo por benevolência, proporcionando abrigo a uma pessoa em situação de vulnerabilidade e sem condições de residir em outro lugar.

Adelaide é irmã de santiaguense que perdeu a casa em um incêndio

A família de Adriana Alexandrete perdeu tudo em um incêndio no bairro Missões, em Santiago. Ela, o marido Nelson e os filhos adultos são atendidos pelo Cras Delci Viero Ruivo, demais serviços da Secretaria de Desenvolvimento Social e, ainda, pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) através do CAPS e rede de proteção à Saúde Mental.

No momento do incêndio, Adriana e dois filhos estavam em casa. O marido estava na Igreja. Um dos rapazes precisou de atendimento médico no Pronto Socorro Municipal por ter inalado bastante fumaça.

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