O caso foi um dos 19 óbitos por meningite bacteriana no primeiro semestre deste ano no RS, que registrou um aumento de infecções e mortes pela doença em relação ao ano passado.
Juliane Fetzer, 34 anos tem tirado forças para ajudar outras famílias a não enfrentarem a situação a que ela e o marido Patrique Fetzer, 41, viveram com o filho Arthur.
Juliane Fetzer, uma gerente de 34 anos, e seu marido Patrique Fetzer, um vendedor de 41 anos, passaram por uma terrível provação quando seu filho de um ano e três meses, Arthur, faleceu após uma doença que demorou a ser diagnosticada. O pequeno Arthur tornou-se uma inspiração para Juliane, que agora dedica suas forças para evitar que outras famílias enfrentem a mesma situação.
- Tudo começou de forma surreal, como uma cena de um filme tragicômico. O casal de Estância Velha, no Vale do Sinos, mobiliza um abaixo-assinado pela inclusão de uma vacina no Calendário Nacional de Vacinação, uma vacina que poderia ter salvado a vida de seu filho. O enredo da história? Uma bactéria, o meningococo do tipo B, que decidiu fazer uma visita indesejada ao pequeno Arthur. A reviravolta? Essa vacina não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), apenas na rede privada.
O casal descobriu que as informações sobre a vacina eram isoladas, e eles não tinham conhecimento da disponibilidade dessa proteção. Arthur teve que pagar o preço dessa falta de informação e acesso.
A história de Arthur é uma montanha-russa emocional, desde uma febre repentina até um diagnóstico equivocado de laringite. Manchas apareceram, sintomas pioraram, diferentes diagnósticos foram dados, e a luta contra o tempo se intensificou. O resultado final foi trágico: Arthur faleceu, vítima da meningococcemia.
Mas a tragédia deu origem a um chamado à ação. Juliane, com toda a dor e saudade em seu coração, decidiu fazer algo. Ela está determinada a evitar que outras famílias passem pelo mesmo sofrimento. Junto com outras famílias que também enfrentaram a meningite bacteriana, ela está fazendo barulho, coletando assinaturas para a inclusão da vacina no SUS.
E assim, uma história que poderia ser apenas uma tragédia pessoal se transforma em uma narrativa coletiva de luta e conscientização. Juliane e Patrique querem que todos os pais estejam atentos, que saibam da importância da vacinação, que não se calem diante da falta de acesso.
A cada assinatura, a cada palavra compartilhada, eles estão deixando uma marca, uma lembrança de Arthur, e uma promessa de um futuro onde nenhuma mãe precise passar pelo que Juliane passou.




