O médico Dráuzio Varela diz que somos animais que passam por um estado de hibernação diariamente, semelhante ao sono dos ursos, que hibernam por meses. Nós hibernamos todos os dias.
O estudo do sono foi ignorado por muito tempo na ciência, considerado semelhante à morte. Já o neurologista Mark Wu, da Universidade Johns Hopkins, destaca que o interesse no sono aumentou após a descoberta das ondas cerebrais através do eletroencefalograma, em 1929.
O sono humano ocorre em fases de REM (Rapid Eye Movement) e não-REM, divididas em três estágios N1, N2 e N3. O sono REM é caracterizado por ondas beta semelhantes à vigília, enquanto as fases N2 e N3 possuem ondas teta e delta, respectivamente.
Essas fases desempenham papéis cruciais na restauração da energia, reparação de tecidos, eliminação de metabólitos indesejáveis, fortalecimento do sistema imunológico, aprendizado e consolidação de memórias.
A qualidade do sono é influenciada por fatores como a arquitetura das fases do sono, estimulantes como cigarro, cafeína e álcool.
- Adultos necessitam, em média, de sete a oito horas de sono, mas variações individuais existem. No entanto, vários fatores modernos, como trabalho noturno, uso de telas eletrônicas e estresse, têm afetado negativamente a qualidade do sono e o ritmo circadiano.
Nas últimas décadas, o sono tem diminuído em muitos países. Estudos indicam que um em cada três norte-americanos dorme menos de seis horas por noite. O declínio na duração do sono também é observado em outros países devido à globalização e ao avanço da tecnologia.
Não esqueça: sono desempenha um papel vital na saúde humana, com diferentes fases contribuindo para diversos processos físicos e mentais. A compreensão e priorização do sono são essenciais para a promoção da saúde e bem-estar.




