A Polícia Federal fez operação de busca envolvendo o general da reserva Mauro Lourena Cid e seu filho, tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordem do ex-presidente Bolsonaro.
O general Lourena Cid ocupou um cargo na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos nos Estados Unidos, onde recebia um salário de 63 mil.
Ele foi indicado para a função em 2019 a pedido de Bolsonaro e atuava como responsável pelo escritório da Apex em Miami, permanecendo no cargo até o final de 2022. Ele ainda chefiou o Departamento de Educação do Exército.
- A investigação aponta suspeitas de peculato e lavagem de dinheiro por um grupo do entorno de Bolsonaro. A suspeita é de que eles tenham vendido joias que foram originalmente presenteadas a Bolsonaro e depois as recompraram para cumprir uma determinação do Tribunal de Contas da União que exigia a devolução desses objetos ao patrimônio público.
As fotos das joias foram utilizadas para negociação, e uma delas revelou o rosto do general Lourena Cid no reflexo da caixa das joias. A investigação busca determinar se os valores obtidos com a venda das joias foram convertidos em dinheiro vivo e incorporados ao patrimônio pessoal dos investigados, possivelmente por meio de terceiros, com o intuito de ocultar a origem dos recursos.
A operação recebeu o nome de “Lucas 12:2”, em referência a um versículo bíblico que fala sobre coisas ocultas sendo reveladas. Em nota, os advogados de Bolsonaro afirmaram que ele nunca se apropriou indevidamente de bens públicos.
