No crepúsculo suave de uma tarde de outono, encontrei-me em uma conversa com um sábio e uma humilde casa. Homem de poucas palavras, mas cada uma carregava a profundidade dos anos de experiência que moldaram sua sabedoria.
Face 1
Sentados ao lado do borralho, compartilhou comigo um provérbio japonês. “Há três faces em cada um de nós”, disse ele com um sorriso enigmático. A primeira é aquela que apresentamos ao mundo, cuidadosamente moldada para atender às expectativas e impressões dos outros. É a face da cortesia, das formalidades e das máscaras que usamos para navegar pelo palco da sociedade.
Face 2
Depois, há a segunda face, continuou ele, sua voz assumindo um tom mais íntimo. Essa é reservada para os amigos próximos e familiares, aqueles que conhecem as nossas alegrias, nossas tristezas, nossas fraquezas e nossos sonhos mais profundos. É uma face mais genuína, onde nos permitimos ser vistos de forma mais autêntica e vulnerável.
Face 3
Com um olhar penetrante, prosseguiu: Mas, ah, a terceira face… Essa é o verdadeiro reflexo do nosso ser. É a parte escondida, os cantos mais sombrios da nossa alma, os pensamentos não compartilhados e os segredos que mantemos enterrados profundamente. É a face que só encaramos quando estamos sozinhos nas profundezas da noite, quando as estrelas são nossas únicas testemunhas silenciosas.
- Enquanto eu absorvia suas palavras, percebi a profundidade; era como se as três faces fossem camadas de uma cebola, cada uma revelando uma parte diferente da nossa essência complexa.
Voltei para casa sabendo que, como todos, eu carregava essas três faces. E percebi que a verdadeira jornada era a busca pelo alinhamento dessas faces, para que pudessem se fundir em uma só – uma expressão completa e autêntica do meu ser. Ao abraçar cada uma dessas faces, encontramos a verdadeira harmonia dentro de nós mesmos.



