Fausto Silva passou por um bem-sucedido transplante de coração no hospital Albert Einstein, em São Paulo, no domingo (27). A rapidez chamou a atenção, já que ele estava na lista de espera do SUS.
A coordenadora-geral do Sistema Nacional de Transplantes, Daniela Salomão, explicou que a agilidade foi determinada por critérios técnicos, incluindo a tipagem sanguínea compatível com o doador disponível.
A tipagem de Faustão é B, o que o colocou em uma lista específica de pacientes, a qual é relativamente pequena. A compatibilidade física entre doador e receptor também foi um fator. A gravidade da condição de saúde de Faustão, incluindo uma cardiopatia isquêmica, infarto e síndrome cardiorrenal, contribuiu para a priorização.
A fama e a riqueza do paciente não influenciam na decisão.
A coordenadora enfatizou que o processo de seleção é automatizado e baseado em critérios técnicos. Daniela também mencionou que o caso de Faustão aumentou o interesse em doações de órgãos e que o sistema de transplantes funciona há quase 30 anos no Brasil, tendo realizado milhões de transplantes.
O Ministério da Saúde informou que, na última semana, foram realizados 11 transplantes de coração no Brasil, incluindo o de Faustão, que foi priorizado devido à sua condição de saúde grave.
O Brasil possui o maior sistema público de transplantes de órgãos do mundo, gerenciado pelo Ministério da Saúde, que oferece assistência integral, equânime e gratuita aos pacientes, incluindo exames, cirurgias e acompanhamento pós-transplante.




