Um estudo conduzido pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens-USP) analisou 10 mil produtos ultraprocessados vendidos em supermercados no Brasil.
O estudo revelou que 98,8% desses produtos contêm ingredientes nocivos à saúde, como excesso de sódio, gordura e açúcar, além de aditivos que realçam cor, sabor ou textura.
Tais ingredientes estão associados ao desenvolvimento de doenças como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.
O estudo também apontou que 97,1% dos produtos ultraprocessados possuem pelo menos um ingrediente crítico em excesso. Aproximadamente 82,1% dos produtos contêm aditivos cosméticos, que podem estar relacionados a alergias e transtornos de saúde. A pesquisa evidencia a presença preocupante de ingredientes prejudiciais em alimentos amplamente consumidos.
Os especialistas alertam que o foco da indústria alimentícia muitas vezes está na engenharia de alimentos, buscando entregar produtos com características sensoriais ideais e longa vida útil.
Essa abordagem resulta em produtos ultraprocessados com ingredientes inadequados, mesmo que aprovados pelas regulamentações, levando a riscos para a saúde pública. A sugestão é adotar uma legislação mais restritiva e promover a conscientização dos consumidores para fazer escolhas alimentares mais saudáveis.
Fonte: G1



