A Polícia Federal avançou em suas investigações e identificou indícios de organização criminosa no núcleo bolsonarista relacionado à venda irregular de joias no exterior. As joias, avaliadas em R$ 16,5 milhões teriam sido um presente da Arábia Saudita para Bolsonaro e sua esposa Michelle.
O tenente-coronel do Exército, Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, está colaborando com as autoridades e forneceu depoimentos gravados em vídeo. Ele afirmou que parte das transações financeiras envolvendo Bolsonaro tinha conexão com Miami, nos Estados Unidos.
A Polícia também suspeita que o general da reserva do Exército, Mauro Lourena Cid, pai de Mauro Cid, esteja envolvido no esquema, já que parte dos presentes oficiais recebidos por autoridades do governo brasileiro foi vendida de forma irregular em Miami, onde ele residia.
Agora a polícia tenta intensificar a colaboração do general da reserva Mauro César Lourena Cid e verificar as informações fornecidas por seu filho, possivelmente visando a formalização de um acordo de delação premiada.
O advogado Cezar Bittencourt afirmou que tomará uma decisão sobre a delação na semana seguinte, após conversar com seus clientes.



