Quando o presidente Lula optou por manter sua agenda e não visitar os locais afetados pelas enchentes no RS, ele não tinha noção da gravidade da tragédia. Segundo assessores ouvidos pelo jornalista Matheus Schuch, de GZH, ele subestimou a situação e considerou suficiente o envio de ministros.
A decisão foi tomada na terça(5) à noite, quando havia apenas uma confirmação de morte. A verdadeira extensão dos estragos só foi compreendida no dia seguinte, quando as equipes do governo federal chegaram à região.
Devido a compromissos já agendados, a assessoria da Presidência alegou que não haveria tempo suficiente para organizar a visita ao RS, considerando as necessidades de segurança e logística envolvidas em uma viagem presidencial.
Além disso, a agenda de quinta (7) não oferecia margem para alterações. Pela manhã, Lula participou do desfile de Sete de Setembro em Brasília, um evento estratégico para ele no sentido de pacificar a relação com as Forças Armadas, especialmente em vista do uso político que o ex-presidente Bolsonaro fez desse evento nos últimos anos. À tarde, está programado o embarque de Lula e sua comitiva para a Índia, onde assumirá a presidência do G20.



