Em um vídeo gravado dentro da Assembleia de Deus Campo Grande, um grupo de evangélicos vestindo trajes militares entoa uma oração em coro, como um grito de guerra, afirmando querer apresentar “um pequeno resumo de quem é o ‘Eu Sou o Que Sou'”, evocando o líder.
O coral Vozes do Jordão, parte de um departamento masculino com o lema “juntos somos fortes”, popularizado pelo bolsonarismo, faz a apresentação.
Eles proclamam: “Ele é Jesus, o Deus dos deuses, Senhor dos senhores. Poderoso, fiel, não faz aceitação de pessoas, nem aceita recompensa”, para entusiasmo dos fiéis presentes. O vídeo, que se tornou viral nas redes sociais, também mostra os “militares” marchando pelo altar ao final da apresentação.
A Assembleia de Deus de Campo Grande é liderada pelo casal de pastores Alessandro e Aline Malafaia, que, apesar do nome e sobrenome em comum, não têm relações diretas com o bolsonarista Silas Malafaia. Os homens em trajes militares não foram identificados.
- Em circunstâncias como essa, é ilegal o uso de fardas oficiais por parte de militares, sugerindo que os uniformes sejam apenas representações adotadas pelo grupo de evangélicos.
De acordo com o Estatuto dos Militares, os trajes são de uso exclusivo em atividades militares, exceto em eventos oficiais.
Portanto, o uso de uniformes em manifestações de natureza partidária ou religiosa é proibido. E não é permitido adicionar a eles qualquer emblema ou distintivo, mesmo que de natureza “religiosa, sectária ou ideológica”.
DCM



