Com uma redução de 16,95%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No geral, todas as carnes tiveram uma média de queda de 9,65% nos primeiros oito meses do ano, com um aumento de 1,9% em agosto.
Dentre as carnes, o filé-mignon liderou a lista das maiores quedas de preço no ano, seguido pela alcatra (-13,46%) e pelo contrafilé (-11,77%). Todos os cortes de carne no subgrupo pesquisado pelo IBGE apresentaram redução de preço no ano.

O filé-mignon também se destacou como um dos itens com maior redução de preço no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ocupando a sexta posição, ficando atrás apenas de cebola, laranja, óleo de soja, abacate e batata inglesa.
Alguns motivos para a queda da carne
- A queda nos preços da carne é atribuída à boa safra de grãos como soja e milho, que são usados na alimentação de frangos e suínos.
- As chuvas regulares favoreceram o pasto, principal alimento para bovinos, reduzindo os custos com ração.
- O filé-mignon não é o corte preferido para exportação, o que mantém os preços das carnes de segunda mais estáveis devido à demanda externa.
- Espera-se que a redução de preços continue em 2023, após três anos de altas na inflação de alimentos.
- As perspectivas para 2024 são incertas devido ao fenômeno climático El Niño, que pode afetar a agricultura.
- O mercado prevê uma inflação ao redor de 5% no fechamento do ano, com expectativa de cortes na taxa básica de juros.
- A disponibilidade maior de carne no mercado interno contribuiu para as recentes quedas nos preços, especialmente de carne bovina e frango.
No segmento de aves e ovos, a queda de preço foi menor, com uma média de 6,30%. O frango em pedaços teve uma redução de 11,69% no ano, enquanto o frango inteiro caiu 9,79%. Por outro lado, os ovos tiveram um aumento de 12,94% no preço ao longo do ano.
No que diz respeito aos pescados, houve um aumento médio de 3,12% em 2023. A tainha liderou com a maior alta, seguida pelo caranguejo e pela tilápia. No entanto, também ocorreram reduções de preço neste segmento, com o peroá e a serra registrando quedas significativas.
A inflação geral do país, medida pelo IPCA, registrou um aumento de 0,23% em agosto de 2023, acumulando uma alta de 3,23% no ano. Nos últimos 12 meses, a inflação atingiu 4,61%.
O grupo de alimentos e bebidas apresentou deflação pelo terceiro mês consecutivo, com uma queda de 0,85% em agosto. No acumulado do ano, a redução média nos preços é de 0,31%. O subgrupo de carnes ficou em terceiro lugar no ranking das maiores quedas de preço no acumulado do ano, atrás apenas de óleos e gorduras e tubérculos, raízes e leguminosas.



