Todos sabem que inimigo quieto é inimigo perigoso. Mas quando o inimigo acoa de todos os lados, alertando e mostrando quais são suas armas, ele acaba se enfraquecendo.
Digo isso ao observar uma das raras pessoas em Santiago que faz oposição ao governo do PP. Estou falando do Gildo Fortes, do PL.
Ele ataca, critica, denuncia, mata e chora no velório. Na última sessão, a lamentação foi intensa. Ele atacou o PP, afirmando que 2020 foi o pior ano administração Tiago, e por isso não quer as contas. Depois, se lavou em choro.
O principal desse debate foi que ele tirou dos cachorros para colocar no secretário de obras, no vereador Haroldo e no vereador Décio, todos do PP.
Para o Haroldo, ele disse que deveria ser expulso do serviço público.
Soa ainda mais estranho é que, depois de criticar fortemente o Décio Loureiro, o lançou como vice-prefeito ou a prefeito, dizendo que é a pessoa mais qualificada.
Agora, observem o que ele disse antes sobre o Décio Loureiro, a pessoa que acabou de lançar como vice-prefeito ou a prefeito:
- “O Décio Loureiro gosta muito de dizer que ‘pau que bate em Chico bate em Francisco’… Mas moral tem esse vereador Décio Loureiro, para vir se impor, dizer que é orgulho para os filhos, sabendo que isso foi um roubo da secretaria de obras.”
Por fim, Gildo mencionou que talvez não “esteja aqui” no ano seguinte, por isso ele quer que as coisas funcionem bem.
Então, já sabemos: um inimigo silencioso é um inimigo perigoso. Um inimigo batendo com força é um inimigo que está ao alcence dos olhos e das estratégias.
Mas em algo, Gildo tem razão: De fato, o PP faz, desfaz, manda e não pede. E quem é o Gildo? Um ex militante desse partido, e que tem algumas falhas que também não o tornam um sujeito dos mais perfeitos.
