Adriana Silveira: um sorriso que ilumina a educação

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Santiago – Todas as semanas, a jornalista Sandra Siqueira dedica um dia em seu programa “A Pauta é” para falar de Educação. Foi assim que nasceu as “Terças da Educação”, onde ela conversa com educadores que fazem a diferença em Santiago.

Adriana Silveira, a mãe de todos
Há poucos dias, Sandra conversou com Adriana Silveira, que é diretora da EMEI Recanto da Alegria, localizada próximo da Secretaria de Educação. Uma escola que parece pequena por fora, mas é grande por dentro e abriga mais de 130 alunos, que são atendidos por uma equipe de 27 pessoas (entre professores e funcionários).

Uma carreira educacional dedicada

Adriana teve passagens também por outras escolas que, igualmente, marcaram a sua trajetória como professora iniciada no final dos anos 90, aos “45 minutos do segundo tempo”, para vencer um concurso do qual tinha sido aprovada, mas ainda não tinha sido chamada. Ela trabalhava como secretária da Paróquia de Santiago quando recebeu a convocação e não titubeou. Sua trajetória educacional inclui as escolas Geraldina Borges, Manoel Abreu, João Evangelista, Criança Feliz e EMEI Bem Me Quer, além de ter passado um período trabalhando com a contação de histórias, pois é uma apaixonada por teatro.

O caminho inesperado para a educação
Mas será que Adriana nasceu para ser professora? Pela excelência demonstrada na profissão, pode-se dizer que sim, mas durante muito tempo, ela sonhava em ser bancária e estudou bastante para isso, mesmo não sendo muito fã de Matemática. Mais tarde, acabou sendo influenciada pela família que lhe criou e buscou a capacitação em Pedagogia.

Amor além dos laços de sangue

Quando criança, Adriana e sua irmã gêmea foram entregues para adoção, por sua mãe, que tinha outros quatro filhos e se viu sem condições financeiras de sustentar as crianças. Alguns irmãos, ficaram na família biológica, com os tios. Ela e sua irmã, Reni, acabaram indo para outras famílias. Mas quis o destino, residiam no mesmo bairro e se viam todos os dias, inclusive na escola. As duas foram criadas com amor pelas famílias que as adotaram e mantiveram o vínculo com os irmãos. A mãe acabou falecendo aos 45 anos, por causa do alcoolismo, conta Adriana.

Uma educação com coração
Sua vida foi marcada por momentos difíceis, mas ela é dona de um sorriso largo e acolhedor e acolhe de modo maternal aos alunos da EMEI Recanto da Alegria, instituição que está há 10 anos. Ingressou em 2013 como coordenadora pedagógica. Assumiu a direção em 2017 e é muito realizada com esse desafio. No entanto, ela não esconde o desejo de passar a missão para outra pessoa e, no próximo ano, voltar a dar aula numa escola que lhe marcou muito, que é a Sílvio Aquino.

O sonho de levar alegria na aposentadoria

Adriana tem um sonho de que, quando se aposentar daqui há dois anos, pretende abraçar novamente seu gosto pelo teatro e interpretação para realizar trabalho voluntário e levar dança, música e alegria para hospitais, asilo e onde for bem-vinda com sua criatividade e alegria.

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