De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil registrou um aumento no rebanho bovino, atingindo um recorde de 234,4 milhões de cabeças em 2022, um aumento de 4,3% em relação a 2021.
Isso significa que o número de bovinos no país é 15,4% maior do que o número de habitantes, que foi contabilizado em 203,1 milhões.
O crescimento do rebanho é atribuído ao ciclo da pecuária, que envolveu a retenção de fêmeas para reprodução, impulsionada pelos preços elevados dos bezerros. Além disso, o setor adotou a exportação de carne como estratégia de escoamento da produção. Como resultado, as exportações de carne bovina aumentaram em 2022.
O crescimento do rebanho também levou ao aumento no abate de bovinos em 2022, após dois anos de retração, e contribuiu para a redução dos preços da carne no mercado interno em 2023.
O IBGE também observou um aumento no rebanho de galináceos, que inclui frangos de corte, pintos, galos e galinhas para produção de ovos. O Brasil registrou 1,6 bilhão de cabeças de galináceos em 2022, um aumento de 3,8% em relação a 2021. O estímulo das exportações contribuiu para esse crescimento.
O rebanho de suínos também alcançou um recorde em 2022, totalizando 44,4 milhões de cabeças, um aumento de 4,3% em relação ao ano anterior. Isso foi impulsionado pelas exportações de carne suína e pelo aumento do consumo interno.
A pesquisa do IBGE abordou outros rebanhos, como ovinos, codornas, caprinos, equinos e bubalinos, cujos efetivos também foram registrados no final de 2022.



