Médicos da Universidade de Maryland, nos EUA, realizaram com sucesso um segundo transplante de coração de porco geneticamente modificado em um ser humano.
O procedimento, conhecido como xenotransplante, foi realizado no paciente Lawrence Faucette, de 58 anos, que sofre de uma doença cardíaca em estágio terminal e foi considerado inelegível para um transplante tradicional.
O primeiro paciente a passar por esse tipo de transplante, David Bennett, sobreviveu por cerca de dois meses, um avanço comemorado pela comunidade científica.
O coração de porco geneticamente modificado foi implantado em Lawrence Faucette, que agora respira sem assistência de dispositivos de suporte e recebe tratamento com uma nova terapia de anticorpos, juntamente com medicamentos antirrejeição convencionais.
A técnica de xenotransplante envolveu a edição genética dos porcos para tornar seus órgãos mais compatíveis com os seres humanos. Os porcos são uma escolha preferencial para xenotransplantes devido à sua semelhança anatômica e fisiológica com os humanos.
O primeiro transplante de coração entre humanos, em 1967, teve uma sobrevida muito curta, enquanto o primeiro paciente a receber um coração de porco sobreviveu por dois meses, um avanço significativo na pesquisa médica.
O procedimento de xenotransplante visa resolver a escassez de órgãos para transplantes, uma vez que milhares de pessoas aguardam na fila de espera por órgãos compatíveis. A pesquisa nessa área pode trazer avanços importantes na disponibilidade de órgãos para transplantes no futuro.
O paciente, Lawrence Faucette, expressou sua esperança de passar mais tempo com sua família e desfrutar das coisas simples da vida. A esposa de Faucette enfatizou a importância de passar mais tempo juntos, mesmo nas coisas mais simples, como beber café na varanda.
Este avanço na medicina traz esperança para aqueles que aguardam órgãos para transplantes e continua a expandir os limites da ciência médica.
Fonte: Terra



