Canoas – Em 2022, ocorreu um caso de tortura no depósito de uma unidade da rede de supermercados Unisuper. Duas pessoas foram torturadas por seguranças por terem furtado picanha. Em resposta, a Unisuper firmou um acordo de 6 milhões com a Defensoria Pública.
O caso em questão envolveu a agressão a dois indivíduos que teriam furtado carne do supermercado. Mesmo após devolverem a mercadoria, foram agredidos, resultando em ferimentos graves para um deles. Sete pessoas foram indiciadas por tortura, incluindo um subgerente do supermercado, e cinco foram responsabilizadas por extorsão mediante sequestro.
O valor do acordo será direcionado para iniciativas de combate à violência, tortura, discriminação e insegurança alimentar. Isso inclui campanhas internas e externas, a criação de uma ouvidoria independente e a oferta de bolsas de estudo e cestas básicas para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
O acordo terá validade máxima de seis anos e inclui medidas como o treinamento de funcionários para prevenir situações similares, a promoção da diversidade nas contratações, e a proibição de empregar pessoas com registros criminais relacionados a atividades violentas.
O acordo assemelha-se a um anterior firmado com o Carrefour em 2021 e continua em vigor. A Unisuper emitiu uma nota reafirmando seu compromisso com o respeito à vida e aos valores éticos, e se comprometeu a implementar procedimentos sólidos para prevenir futuras ocorrências semelhantes.



