O ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, afirmou que a operação que investiga um esquema de rastreamento ilegal de celulares por funcionários da Abin, foi possível devido aos trabalhos de austeridade promovidos durante o governo de Jair Bolsonaro.
Ramagem não negou a espionagem investigada pela Polícia Federal. Ele explicou que a ferramenta de monitoramento em questão foi adquirida em 2018, antes do governo Bolsonaro, mas que sua gestão promoveu uma auditoria interna e encaminhou o contrato para a corregedoria da agência.
A operação visa supostos crimes de invasão de dispositivo informático alheio, organização criminosa e interceptação de comunicações sem autorização judicial. Ramagem, aliado do clã Bolsonaro, estava à frente da Abin durante o período em que os servidores presos teriam utilizado a estrutura estatal para localizar os alvos da espionagem, entre julho de 2019 e abril de 2022.
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