Facções lucram muito com a venda de produtos dentro de prisões gaúchas. Esses grupos não participam das licitações para administrar os estabelecimentos, mas compram os produtos a preços regulares e os revendem aos presos com uma margem de lucro elevada.
Por exemplo, um refrigerante que custa 18 na cantina oficial pode ser revendido por 25 nas galerias. Combos de produtos também geram grandes ganhos, com kits a 600 e revendidos separadamente e com sobrepreço.
As facções controlam esse comércio informal e o dinheiro muitas vezes financia atividades criminosas. Há preocupação das autoridades sobre essa prática, e medidas estão sendo estudadas.
Cantinas dentro do sistema penal tornaram-se um grande negócio, com preços praticados bem acima do mercado e lances de aluguel cada vez mais altos em leilões para explorar esse comércio.
Os novos presídios não terão cantinas, e o Estado tenta providenciar todos os itens necessários aos presos diretamente.
GZH



