Não é falta de educação, nem desleixo: arrotar é questão de saúde. E quem não arrota pode ser portador de uma síndrome recém-descoberta, que afeta um músculo da faringe e causa muito sofrimento.
A disfunção cricofaríngea retrógrada também conhecida como síndrome do não-arrotar é uma condição médica recém-descoberta que afeta um músculo na garganta, causando dificuldade em arrotar. O engenheiro Marco Antônio, de 46 anos, sofria com essa síndrome e passou por um tratamento inovador em Porto Alegre, que envolveu a aplicação de botox na garganta. Após o procedimento, ele foi curado.
A síndrome foi descrita pela primeira vez em 2019 e muitas pessoas podem descobrir tardiamente que são portadoras dessa condição. O tratamento com botox é uma opção eficaz, e após uma ou duas aplicações, o organismo do paciente reajusta o músculo contraído, eliminando a necessidade de procedimentos adicionais. O caso de Marco Antônio demonstra como esse tratamento pode melhorar significativamente a qualidade de vida das pessoas afetadas.
“Muita gente tem isso, só que as pessoas não se ligam. Eu descobri por acaso, tentando resolver um problema de estufamento. Vi um vídeo de um médico americano listando os sintomas e, quando ele descreveu, vi que eu me encaixava. Depois de 46 anos, foi a primeira vez que vi o que poderia ser um diagnóstico”, conta.



