O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, anunciou que os aplicativos individuais de bancos, como Bradesco e Itaú, serão substituídos por um superaplicativo agregador, como parte do sistema Open Finance. Esse sistema, que evoluiu a partir do Open Banking, não se limita apenas a transações bancárias, mas se estende também a investimentos.
Com entre 50 e 60 milhões de usuários no Brasil, o Open Finance visa promover a concorrência no cenário financeiro, atualmente dominado pelos cinco principais bancos, buscando reduzir o oligopólio e os riscos sistêmicos associados a ele.
O “superapp” resultante permitirá acesso a todas as contas de um cliente, promovendo maior conveniência e interoperabilidade.
Embora o prazo para a conclusão seja incerto, Campos Neto destaca a complexidade do Open Finance em relação ao Pix, com seu cronograma sujeito a dilatações.
Fundamentado na ideia de que os dados bancários pertencem aos clientes, o Open Finance exige que instituições compartilhem informações sem custo, com consentimento individual válido por até 12 meses, garantindo segurança conforme as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O investimento na arquitetura do Open Finance será de 98 milhões e foi financiado pelos grandes bancos.




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