Documentos obtidos pela CPI dos Atos Antidemocráticos na Câmara do Distrito Federal mostram que o fazendeiro Maurides Parreira Pimenta, conhecido como Didi Pimenta, de Campinápolis (MT), financiou o indígena José Acácio Sererê Xavante, também conhecido como cacique Sererê, com R$ 17 mil. A quebra de sigilo bancário revelou a transação, que ocorreu em 5 de dezembro de 2022. Serere foi preso em 12 de dezembro do mesmo ano por incitar um golpe de Estado.
Detalhes:
- A movimentação bancária mostrou que Didi Pimenta enviou R$ 17 mil a Serere uma semana antes de sua prisão.
- O financiamento veio à tona após a quebra de sigilo bancário do cacique Serere.
- Em agosto, Sererê negou conhecer Didi Pimenta durante depoimento à CPI, mesmo após a exibição de um vídeo em que o fazendeiro assume o financiamento.
- Serere ficou preso de 12 de dezembro de 2022 até 9 de setembro de 2023, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).
- A soltura ocorreu com a condição de usar tornozeleira eletrônica, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.
- O relatório final da CPI, previsto para novembro, pode incluir o nome de Serere nos pedidos de indiciamento.
Essa revelação reforça as investigações sobre ações antidemocráticas e movimentos que questionam o resultado democrático das eleições.



