Proposta de aumento do ICMS provoca reações dos empresários

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  1. Preocupações Iniciais:
    • A proposta de aumento da alíquota básica do ICMS de 17% para 19,5% pelo governador Eduardo Leite causa surpresa e preocupações imediatas nos setores econômicos.
    • Noticiada com urgência pela colunista Rosane de Oliveira, a medida não era amplamente esperada pelos empresários consultados.
  2. Impacto Inflacionário Projetado:
    • Sérgio Galbinski, presidente da Associação Gaúcha do Varejo (AGV), projeta o impacto inflacionário da medida. Destaca que o aumento de preços reduzirá a massa salarial, afetando o indicador crucial de consumo na economia.
    • Além do efeito direto, há preocupação com o aumento em cascata, onde o repasse de impostos de energia e telecomunicações impactará várias partes da cadeia econômica.
  3. Dificuldades no Setor Comercial:
    • Galbinski destaca a situação crítica no setor comercial, mencionando vendas em baixa e a inevitabilidade de repassar o aumento de preços ao consumidor. Ele enfatiza a impossibilidade para as lojas absorverem esse custo, especialmente considerando a recuperação ainda em curso pós-pandemia.
  4. Reação da AGV e Reforma Tributária:
    • Uma reunião com entidades empresariais está marcada pelo governo, e a AGV já sinaliza que o setor não aceitará o aumento proposto.
    • Galbinski critica a reforma tributária, mencionando a discrepância entre a promessa inicial de uma alíquota geral de 25% e a possibilidade atual de 27,5%. Relaciona isso à argumentação de Leite sobre a necessidade de compensar perdas estaduais com a reforma.
  5. Impacto na Competitividade Industrial:
    • Bira Rezler, presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul e Região (Simecs), antecipa impactos na competitividade industrial. Projeta até uma possível “debandada” para outros Estados, citando a diferença no ICMS básico de Santa Catarina (17%).
  6. Críticas e Incertezas:
    • João Carlos Dal’Aqua, presidente do sindicato que representa os postos de combustíveis (Sulpetro-RS), comenta que esperava que o governo gaúcho buscasse formas de aumentar a arrecadação no futuro, mas acredita que isso levaria mais tempo.
    • Destaca a importância de conhecer a diferença de valores em relação a outros estados, mencionando a mudança na cobrança com valor único sobre a quantidade de litros adotada neste ano.
  7. Manifestação da Fiergs e Contexto Internacional:
    • A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) se manifestará oficialmente, enquanto o presidente da entidade, Gilberto Petry, destaca descontentamento recente com o aumento de 9% do salário mínimo regional.
    • A coluna lembra que durante a campanha, Leite afirmava trabalhar para evitar o aumento do ICMS, especialmente considerando as alíquotas reduzidas de combustíveis pela lei aprovada pelo governo Jair Bolsonaro.

GZH

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