Conselheira tutelar poderá perder o cargo em Jaguari

Ela é acusada de transporte irregular de eleitores.

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O Ministério Público entrou com ação contra a conselheira tutelar reeleita Rozângela de Almeida Machado. A decisão provisória foi proferida pela juíza, e cabe a ela decidir. O processo ainda terá prosseguimento e, ao final, essa decisão provisória de afastamento poderá ser confirmada.

A ação se baseou através de denúncia relacionada ao transporte irregular de eleitores no dia da eleição. O promotor Eduardo da Silva Fagundes disse que o processo tem provas como: fotos e vídeos de pessoas ligadas diretamente à conselheira. Além das provas, o promotor também ouviu testemunhas.

As fotos e vídeos são de veículo chegando e saindo do local de votação. No total são quatro pessoas contra as quais o Ministério Público propôs a ação. A candidata e outras três pessoas ligadas a ela. Embora a decisão seja provisória, Rozângela está impedida de tomar posse em janeiro.

Agora o processo irá para o Judiciário, onde a juíza Mariana de Magalhães Trindade decidirá se acompanha a decisão do Ministério Público ou não. Se confirmar a sentença, a conselheira, além de perder o cargo, terá que pagar multa.

A mais votada

Rozângela foi reeleita com 260 votos, a mais votada. Com a decisão, quem assume o cargo é a primeira suplente Kettylin Frescura Padilha, que fez o mesmo número de votos que a conselheira que assumiu a 5ª vaga, e acabou ganhando por ser mais velha.

Conselheira fala sobre a acusação

Rozângela disse que recebeu a notificação com a decisão do Ministério Público, e que aguardará o julgamento da justiça. “Sigo com minha consciência tranquila de que não fiz nada do que estão falando. Embora que com o emocional muito abalado por toda essa situação, quero que os fatos sejam elucidados o mais rápido possível para a nossa comunidade. Temos certeza que a justiça fará a sua parte e vai esclarecer tudo isso”, comentou.

Outros casos envolvendo conselheiros

Não é a primeira vez que um conselheiro tutelar se envolve com a justiça na região. Em São Francisco, no auge da pandemia (em 2020), os conselheiros William Paz e Darlon da Rosa Peres pediram exoneração do cargo após serem afastados por 60 dias para apuração da participação deles numa festa no interior do município, onde a Brigada encontrou uma adolescente consumindo bebida alcoólica.

Santiago – O conselheiro Jaderson Portela não chegou a concluir seu primeiro mandato. Uma liminar o afastou após o Ministério Público identificar diversas situações de irregularidades envolvendo o conselheiro.

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