A 1º Vara do Júri de Porto Alegre negou pedido da Associação das Vítimas da Tragédia de Santa Maria para que fosse adiado o segundo julgamento dos quatro acusados pelo incêndio na boate Kiss, até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidisse sobre recursos a respeito do tema. Com isso, o julgamento será mesmo em 26 de fevereiro.
O júri anterior, que havia condenado os quatro réus em dezembro de 2021, foi anulado. A decisão de pedir o adiamento partiu das famílias e foi acolhida pelo MP. A justificativa é evitar um novo julgamento extenso e doloroso para familiares de vítimas e sobreviventes.
Tragédia
Com ampla repercussão internacional, o incêndio na boate Kiss aconteceu na madrugada de 27 de janeiro de 2013, durante uma festa com casa cheia. Morreram diretamente 242 pessoas, a maioria jovens e intoxicados pela inalação de fumaça sem que conseguissem deixar o estabelecimento.
A condenação
Elissandro Callegaro Spohr, o Kiko, sócio da Kiss, havia sido condenado a 22 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Mauro Hoffmann, também sócio da Kiss, tinha sido condenado à pena de 19 anos e seis meses de prisão. Vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos foi sentenciado a 18 anos, mesma pena de Luciano Bonilha Leão, produtor de palco da banda.




