A nova Penitenciária Estadual de Charqueadas II enfrenta questionamentos da Defensoria Pública, que pede sua interdição devido a preocupações com o calor nas celas e problemas no abastecimento de água.

Desafios urgentes
A Defensoria concedeu ao Estado um prazo de 72 horas para solucionar questões relacionadas ao fornecimento de água e cinco dias para apresentar medidas mitigadoras do calor excessivo nas galerias. Laudo técnico destaca desconforto térmico, apontando riscos à saúde dos detentos.
Características da infraestrutura
Celas sem tomadas, para impedir o carregamento de celulares, tornam-se um obstáculo, impedindo também o uso de ventiladores. A falta de infraestrutura elétrica afeta o bem-estar dos presos, agravando o calor no verão.
Alternativas
A Defensoria propõe a interdição parcial da penitenciária, vedando a entrada de novos presos, ou mesmo a interdição total, impedindo a permanência de detentos no local. Sugere alternativas como abastecimento de água por caminhões-tanque, instalação de umidificadores e a abertura das celas para promover ventilação cruzada.
Decisão aguarda
A decisão final sobre a interdição será tomada pela Vara de Execuções após a resposta do Estado. Desde sua inauguração, a penitenciária tem enfrentado críticas e denúncias, incluindo agressões, acúmulo de lixo e fornecimento de comida inadequada.

Governador responde
Eduardo Leite destaca a resistência dos presos às regras, como o uso de uniformes e a proibição de carregamento de celulares. Ressalta o compromisso em manter medidas que impeçam concessões prejudiciais à segurança.
Silêncio da Susepe
Até o momento, a Susepe não se manifestou sobre o pedido de interdição.
GZH





Coloca manta no teto das celas, ou exaustores, ou tubos de ventilação