O casal homoafetivo Jarbas e Mikael Mielke de Bitencourt, moradores de Imbé, RS, está realizando o sonho da paternidade por meio de barriga solidária. A primeira filha do casal está sendo gerada pela amiga Jéssica Konig.
A prática da barriga solidária é permitida no Brasil e é uma alternativa para casais com problemas de saúde que impeçam a gravidez, para pessoas solteiras ou para indivíduos em uniões homoafetivas.
O procedimento de fertilização in vitro foi realizado em uma clínica privada, utilizando um embrião gerado a partir da junção de um óvulo doado pela irmã de Mikael com o material genético de Jarbas.
A criança deve nascer em maio de 2024, e o casal está compartilhando sua história para divulgar essa possibilidade e desconstruir tabus em torno do tema.
O processo envolve acompanhamento psicológico, e o casal também está inscrito no sistema de adoção, planejando adotar um menino no futuro.
A barriga solidária é regulamentada por resoluções do Conselho Federal de Medicina, e a autorização do Conselho Regional de Medicina é necessária quando não há parentesco consanguíneo entre os envolvidos.
SAIBA MAIS – Uma das determinações prevê que a cedente temporária deve ter alguma relação familiar com um dos futuros pais (parentesco consanguíneo até o quarto grau), podendo ser mãe, tia, avó, irmã, sobrinha ou prima, afirma Stephanie. Essa mulher também deve ter ao menos um filho vivo. Quando não houver parentesco, o Conselho Regional de Medicina do Estado onde residirem os futuros pais deve autorizar a realização da barriga solidária.



