A transição de governo Bolsonaro e Lula resultou em uma redução de 59,53% nos registros de armas em 2023, atribuída principalmente à reintrodução de políticas mais restritivas.
Os dados da Polícia Federal indicam que o número de novas armas atingiu seu menor patamar desde 2014, com 5.396 registros em 2023.
A mudança nas regras de acesso, que agora exige a comprovação da efetiva necessidade, é apontada como a principal razão para essa queda, gerando divergências de opiniões entre analistas sobre a eficácia e impacto dessas medidas.
Opiniões divididas
Enquanto alguns acreditam que as restrições podem aumentar a insegurança, outros, como Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo, argumentam que a redução nos registros é positiva para o controle de armamento, contribuindo para a prevenção de casos de disparo acidental e brigas, alinhando-se à ideia original do estatuto do desarmamento.
Fabricio Rebelo, pesquisador em Segurança Pública, critica a política restritiva, considerando-a ilegal por transferir o critério de comprovação de efetiva necessidade para acesso à posse de arma. Alerta para a possibilidade de reforçar a sensação de fragilização da sociedade, já que as armas retiradas do mercado legal são aquelas usadas para defesa pessoal, enquanto as dos criminosos permanecem acessíveis.
Em contraste, Azevedo destaca que o controle mais rigoroso tem efeitos estruturais positivos na segurança pública, reduzindo a circulação de armas e prevenindo o acesso ilegal a esses itens.



