A 4ª Vara Federal de Porto Alegre condenou o governo federal ao pagamento de indenização de 79,2 mil por danos morais à viúva do ex-presidente João Goulart, o Jango, Maria Thereza Goulart, devido à perseguição política e ao exílio sofridos por ela e seus filhos durante o regime militar.
Conforme a Justiça Federal, Maria Thereza justificou a ação pela trajetória percorrida por Jango antes do golpe de Estado de 1964.
Ele foi empresário agropecuário, deputado federal, ministro do Trabalho, vice-presidente eleito por dois mandatos e, por fim, presidente da República após a renúncia de Jânio Quadros, em 1961.

A viúva de Jango relatou que teve bens e ativos saqueados após ter deixado Brasília durante o golpe de Estado, incluindo o rebanho da família, que ficava em fazendas brasileiras. O exílio também passou por dois países: Uruguai e Argentina, onde Jango faleceu em 1976.
O período no exílio também envolveu o envio dos filhos do casal para a Inglaterra durante a descoberta de um suposto plano para sequestrá-los, nos anos 1970.
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