Lagoa do Peixe (Tavares – litoral do RS) – Após sofrer com uma longa estiagem de dois anos, a lagoa está cheia. Graças ao fenômeno El Niño, que trouxe chuvas mais intensas para a região.
Essa mudança trouxe de volta a vida aquática e aves migratórias ao local.
Revitalizando a biodiversidade que havia sido severamente afetada pela seca causada pelo La Niña entre 2021 e 2023.
Durante o qual a lagoa chegou a ter 90% de sua área afetada.

Os pescadores também retomam a captura de camarões. Agora em tamanho e quantidade menores do que nos anos anteriores.
Alerta
Apesar da recuperação, especialistas alertam que a lagoa pode não ter se recuperado em termos de umidade do solo e do lençol freático, o que significa que uma seca futura poderia ter efeitos severos.
Esforços estão sendo feitos para entender melhor a dinâmica da lagoa e como gerenciar seus níveis de água de forma mais eficaz diante das mudanças climáticas.
A gestão da abertura artificial da barra da lagoa, que é feita anualmente para trocar água com o mar, também é um ponto de atenção.
Isso é um ponto de discussão entre diferentes stakeholders, incluindo os pescadores e autoridades locais.
O Parque Nacional da Lagoa do Peixe, criado em 1986, é uma área de conservação ambiental importante, sendo um ponto de parada para muitas aves migratórias da América do Norte e também da Europa.
A região também abriga espécies ameaçadas de extinção, tornando sua preservação uma prioridade para a biodiversidade local e também global. (GZH)
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