Veja o pedido desesperado de perdão do bolsonarista que assassinou apoiadores de Lula

Erick Hiromi Dias foi condenado a 51 anos por atirar contra grupo que comemorava vitória de Lula e matar duas pessoas

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O bolsonarista fez um pedido desesperado de perdão diante do Tribunal do Júri de Iporã, no Paraná.

Em lágrimas, ele confessou o crime e expressou o desejo de “alcançar o perdão das famílias” das vítimas.

Pediu perdão pelos atos, comprometendo-se a pagar pelo que fez, sem saber qual seria o preço disso, mas afirmando que faria a diferença.

O Tribunal do Júri o condenou a mais de 51 anos de prisão por homicídios qualificados, porte ilegal de arma e disparo de arma de fogo.

O crime ocorreu durante o segundo turno da eleição presidencial de 2022, quando Dias, inconformado com a derrota de Jair Bolsonaro, atirou contra um grupo de apoiadores de Lula, resultando na morte de duas pessoas.

A defesa de Erick Hiromi Dias anunciou a intenção de recorrer da sentença, alegando que os jurados reconheceram que o acusado não estava totalmente consciente devido ao uso de medicamentos controlados para transtorno bipolar e depressão.

“Eu vou alcançar o perdão das famílias. A família da Rosineide [uma das vítimas], dos filhos dela, da família do Wellington [outra vítima]. Mas eu estou aqui me humilhando perante a todos vocês. Eu peço, sim perdão pelos crimes que eu cometi. Eu não sei por quanto tempo eu vou ficar preso mas eu estou aqui para pagar pelo que eu fiz. Eu ainda não sei qual vai ser o preço disso, mas, em nome de Jesus, eu vou passar por tudo isso e vou poder fazer a diferença”, disse o réu.

ENTENDA O CASO

Tudo começou em uma discussão política entre Erick Hiromi Dias e seu irmão, em Cafezal do Sul, PR. O bolsonarista, que tinha certificado de colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC), fez quatro disparos contra ele, que foi atingido por um deles e sobreviveu.

Outro tiro atingiu o pescoço de Rosineide da Silva, de 50 anos, que morreu a caminho do hospital.

Dias seguiu atirando contra o grupo de apoiadores de Lula e uma terceira saraivada de tiros fez mais uma vítima: José Wellington Lima Barros, morreu após um tempo internado.

No momento dos disparos, ele vestia camiseta do PT e segurava bandeira com imagem de Lula.

Segundo o Ministério Público, a motivação para o crime foi divergência política.

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