A pequena cidade de Formigueiro, com cerca de 6 mil habitantes e localizada na região central do RS, foi palco de um crime que chocou pela sua brutalidade. A vítima, Zilda Correa Bittencourt, de 58 anos, foi morta em circunstâncias terríveis, envolvendo um suposto ritual religioso. (A notícia é do Site Bei) Foto: Chico Guedes, um dos presos.
Detalhes do Crime
- Vítima e Circunstâncias: Zilda foi morta entre a noite de sexta-feira (9) e a madrugada de sábado (10), dentro do cemitério da Colônia Antão Faria, a 15 km do centro de Formigueiro. O crime teria sido parte de um ritual para libertá-la de “duas entidades que incorporavam nela”.
- Brutalidade: Durante o ritual, Zilda sofreu agressões físicas severas, incluindo socos, tapas, pisões na cabeça, e golpes com varas verdes. Finalmente, ela foi amarrada a uma cruz principal do cemitério, local onde a população costuma prestar homenagens aos entes queridos.
- Testemunhas: O marido e o filho de Zilda, que buscaram o ritual como solução para o suposto problema espiritual de Zilda, presenciaram o ato e só perceberam a gravidade da situação após a crucificação.

Resposta da Comunidade
A notícia do crime abalou a cidade, deixando os moradores consternados e relutantes em falar sobre o ocorrido, dada a proximidade das relações na pequena comunidade. O enfermeiro aposentado Sadi Bittencourt expressou surpresa e esperança de que seja o último caso dessa natureza na cidade.

Investigação e Prisões
- Suspeitos: Quatro pessoas foram presas suspeitas pelo crime, incluindo Francisco Carlos da Rosa Guedes, 65 anos, conhecido como Chico Guedes, um artista de circo que virou pai de santo na região.
- Desenvolvimentos: Os irmãos Larry e Nayana Brum foram detidos na noite do crime, enquanto Jubal dos Santos Brum, pai dos irmãos e líder quilombola, e Chico Guedes foram capturados posteriormente. O marido e o filho da vítima foram ouvidos como testemunhas.
- Defesa: Enquanto a defesa de Jubal e seus filhos os considera inocentes, apontam Chico Guedes como responsável. Até o momento, Guedes não apresentou defesa.
Conclusão
O caso continua sob investigação, liderada pela delegada Carla Dolores Castro de Almeida, e tem gerado grande interesse e preocupação na comunidade de Formigueiro, que busca respostas e justiça para o brutal assassinato de Zilda Correa Bittencourt.
LEIA TAMBÉM: Adolescente foge da PRF e capota veículo após sair do Carnaval de Jaguari



