A Delegacia de Combate à Corrupção concluiu o inquérito que apurava crimes cometidos em contratos de arrecadação de pedágio para a Empresa Gaúcha de Rodovia (EGR). O inquérito foi remetido à Justiça de Porto Alegre, sendo que nove pessoas foram indiciadas.
Todos os envolvidos foram indiciados por crimes de modificação ou pagamento irregular em contrato administrativo, além de associação criminosa. Parte dos investigados também responderão por corrupção ativa e corrupção passiva.
Na época da operação (em 2022), a polícia investigou formação de cartel, superfaturamento, sobrepreço e repasse ilegal de 22,2 milhões, envolvendo um contrato de prestação de serviços assinado em 2019, a partir de licitação realizada em 2018. Na ocasião, foram presos temporariamente o ex-diretor presidente da EGR, Marcelo Gazen, e o ex-supervisor executivo da estatal, Cleber Domingues.

Nova licitação
Nesta semana, a EGR relançou a contratação de empresas que fazem a arrecadação de pedágio nos dez pontos de cobrança sob sua responsabilidade. As propostas serão recebidas em 8 de abril.
Atualmente, a EGR é responsável por 630,62 quilômetros de rodovias em 15 trechos rodoviários: RS-040, RS-784, RS-239, RS-135, RS-474, RS-235 (São Francisco de Paula e Gramado), RS-020, RS-128, RS-129, RS-130, RS-115, RS-446 e RS-453 (Boa Vista do Sul e Cruzeiro do Sul).
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