O futebol e os envolvidos em estupros, atentados ao pudor, assassinatos…

A prisão de Robinho (no Brasil) e de Daniel Alves (Espanha) por estupro, faz muitos retornarem ao passado e relembrar outros casos

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A prisão de Robinho (no Brasil) e de Daniel Alves (Espanha) por estupro, faz muitos retornarem ao passado e relembrar outros casos de jogadores envolvidos em escândalos semelhantes.

Se formos colocar nessa relação todos aqueles acusados da falta do pagamento de pensão, prisões por tráfico, acidentes, sequestros, assassinatos a lista iria muito longe. Portanto, vamos ficar apenas no âmbito dos estupros e atentados.

BRUNO
O ex-goleiro do Flamengo talvez seja o caso que ganhou mais notoriedade no Brasil, tanto pela gravidade do crime cometido como pelo fato de ter sido de fato condenado – e cumpriu a pena.

O jogador era uma das estrelas do Flamengo em 2010, quando foi preso, suspeito de envolvimento no assassinato da namorada, a atriz Eliza Samúdio. O caso teve ampla repercussão nacional e os detalhes do crime eram chocantes.

Ao final do julgamento, Bruno foi condenado a 22 anos em regime fechado.

Em 2017, ele recebeu um habeas corpus e assinou com o Boa Esporte, de Minas Gerais. A reação, como era de se esperar, foi negativa para o clube, que perdeu patrocínios.

Bruno jogou apenas cinco partidas pela equipe. Também foi contratado pelo Poços de Caldas (MG) e Rio Branco (AC), mas mais uma vez pouco jogou. Entrou em campo, respectivamente, uma e sete vezes.

Anunciou a aposentadoria em 2021 para se dedicar à carreira de investidor.

O caso Cuca

Recentemente anunciado como novo técnico do Athletico-PR, o ex-jogador Cuca viu um caso em que esteve envolvido nos anos 1980 ganhar as manchetes novamente nos últimos anos.

Em 1987, o jogador gaúcho participava de uma excursão do Grêmio na Suíça quando ele, junto de outros três atletas do clube – Eduardo Hamester, Henrique Etges e Fernando Castoldi – foram presos acusados de estupro de uma jovem menor de idade.

Os quatro ficaram quase um mês detidos em uma prisão suíça até que o clube conseguiu suas liberações e todos voltaram ao país.

Dois anos depois, Cuca, Eduardo e Henrique foram condenados a um ano e três meses de prisão por atentado ao pudor com uso de violência.

No entanto, por já estarem no Brasil e o país não extraditar seus cidadãos, a pena nunca foi cumprida.

Há poucos dias, o treinador leu um depoimento em que se compretia a tomar novas atitudes que auxiliem na busca por uma sociedade em que a violência contra a mulher seja combatida de forma mais eficaz.

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