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| Foto de arquivo, mas que mostra a realidade brasileira (sempre atual) |
(J.Lemes)
Santiago – O tema do momento é a morte deste pobre senhor de Santiago que esperava por uma UTI cardiológica. Ele estava em coma no Hospital de Santiago. A família apelou pra Justiça, que deu uma ordem para que a prefeitura “providenciasse” um leito seja onde fosse.
A bem da verdade esclarecemos que o primeiro a ter que providenciar o leito na UTI (ou qualquer outro), é o hospital, que há horas vinha tentando isso. O problema é que do jeito que estão as coisas no estado e país, praticamente não sobram leitos assim e, aí, não se pode ficar culpando esse ou aquele, mas os governos em geral.
Um despacho de um juiz não muda a realidade; apenas um governo voltado à inversão de prioridades pode fazer isso.
É bom dizer, ainda, que os leitos são regulados por uma equipe central do governo estadual. A UTI de Santiago, por exemplo, está sempre lotada e, na maioria das vezes, por pacientes vindos de toda parte do Estado. É assim que funciona.
E quando os leitos daqui e pelo estado inteiro estão ocupados, só um médico para desocupá-los, e nenhum profissional vai tirar um paciente da cama para colocar outro, a menos que seja por alta médica. Assim, resta lamentarmos pela família e por tantas outras que peregrinam Brasil afora em busca de socorro nessas horas.
Não defendemos este ou aquele governo. Só que nosso papel não é jogar gasolina no fogo. Temos que procurar as fontes e dizer na real o que se passa. Afinal, a rede social já anda cheia de opinadores e especialistas de todo tipo que adoram culpar quem bem entendem. Esquecem que não há nada mais medíocre que opinar sobre aquilo que desconhecemos.


