Enxaqueca: sintomas, diagnóstico e tratamento

A enxaqueca pode afetar significativamente a qualidade de vida.

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A enxaqueca é uma condição neurológica comum caracterizada por dores de cabeça intensas e debilitantes, frequentemente acompanhadas por náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som. Estima-se que 12% da população mundial sofra de enxaqueca, sendo mais prevalente em mulheres devido a fatores hormonais.

Sintomas e diagnóstico

A enxaqueca geralmente se manifesta como uma dor pulsátil em um dos lados da cabeça, que pode durar de algumas horas a vários dias. Em cerca de 20% dos casos, a dor é precedida por uma fase chamada aura, que inclui sintomas visuais e táteis. O diagnóstico é baseado nos critérios da Sociedade Internacional de Cefaleia, que requerem a presença de pelo menos cinco ataques que duram de 4 a 72 horas, com dor unilateral, pulsátil, de intensidade moderada a severa, agravada por atividade física, além de náusea, vômito, fotofobia e também fonofobia.

Fatores desencadeantes

Os principais gatilhos incluem estresse, variações no sono, mudanças climáticas, cheiros fortes, luzes brilhantes e também barulhos altos. E certos alimentos e bebidas, como chocolate, queijos envelhecidos e álcool. Identificar e gerenciar esses gatilhos é essencial para a prevenção das crises.

Tratamento

O tratamento da enxaqueca pode ser abortivo, para aliviar os sintomas durante a crise, ou preventivo, para reduzir a frequência e a intensidade das crises. Medicamentos comuns incluem analgésicos, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e triptanos. Tratamentos preventivos incluem betabloqueadores, anticonvulsivantes, antidepressivos e injeções de toxina botulínica (Botox). Exercícios regulares, dieta saudável e gestão do estresse.

Impacto na qualidade de vida

A enxaqueca pode afetar significativamente a qualidade de vida, causando ausências no trabalho, redução da produtividade e limitações nas atividades diárias. Pode também levar a ansiedade e a depressão.

Avanços na pesquisa

Novos medicamentos, como os antagonistas do receptor de CGRP, têm mostrado eficácia na redução da frequência e da intensidade das crises, oferecendo esperança para os pacientes que não respondem aos tratamentos tradicionais.

Dra. Tamilis Machado – CRM/RS 42393.
Somma Medicina Integrada
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LEIA TAMBÉM: Autismo: compreendendo o transtorno do neurodesenvolvimento

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