Calvície: cientistas descobrem açúcar que ajuda no tratamento

Nos camundongos, a experiência deu certo, a expectativa agora é testar em humanos e funcionar.

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Paquistão – Cientistas descobriram que um tipo de açúcar, produzido no próprio organismo, ajuda no tratamento da pele e, assim pode ser uma solução para a calvície. Aplicado em forma de gel, ajuda no fortalecimento dos vasos sanguíneos e incentiva o surgimento de novos tufos de cabelo. Com um detalhe: o tratamento pode ser barato e fácil.

A experiência foi feita com camundongos por pesquisadores da Universidade de Sheffield e da Universidade COMSATS, do Paquistão. A expectativa é funcione também com humanos. Trata-se do açúcar, 2-desoxi-D-ribose (2dDR), eficaz na restauração capilar dos roedores calvos.

Para os testes, foi aplicado o açúcar em camundongos calvos e, após 20 dias, houve crescimento de até 90% de cabelo.  A descoberta foi ao acaso porque cientistas pretendiam verificar como o 2-desoxi-D-ribose (2dDR) pode funcionar no processo de cicatrização de feridas.

Expectativa em humanos

A professora Sheila MacNeil, da Universidade de Sheffield, está confiante no sucesso da experiência em humanos.

“A pesquisa sugere que a resposta para tratar a queda de cabelo pode ser tão simples quanto usar um açúcar desoxirribose natural para aumentar o suprimento de sangue aos folículos capilares e estimular o crescimento do cabelo”, afirmou a cientista.

De acordo com dados mundiais, a calvície de padrão masculino, ou alopecia androgenética, afeta entre 40% e 50% dos homens no mundo.

Uso fácil e simples

Os pesquisadores esperam que sua descoberta com géis de açúcar 2dDR seja um alternativa segura para o tratamento, uma vez que ocorre naturalmente no organismo, como um dos componentes dos blocos de construção do nosso DNA, ajudando a formar a parte desoxirribose do ácido desoxirribonucleico (DNA).

Na prática, no lugar de alterar o nível de hormônios sexuais, como fazem alguns medicamentos que estão no mercado, o tratamento funciona ao aumentar a quantidade de sangue que pode chegar aos folículos capilares.

Em testes, os pesquisadores descobriram que esse tratamento fez com que os folículos capilares individuais produzissem cabelos longos, grossos e saudáveis.

Para o professor Muhammed Yar, da Universidade COMSATS do Paquistão, esse açúcar, o  desoxirribose pró-angiogênico, “é natural, barato e estável”. “O que  torna um candidato atraente para exploração posterior no tratamento da queda de cabelo em homens.”

A experiência deu certo com camundongos, agora a expectativa é que funcione com humanos. Foto: Freepik.

Testes em camundongos

Nos camundongos, quando aplicado na pele na forma de gel, o açúcar incentivou o crescimento dos vasos sanguíneos e agiu de tal forma que as feridas existentes se fecharam mais rapidamente.

Camundongos foram tratados com testosterona para induzir “perda de cabelo causada pela testosterona”, que é semelhante à calvície de padrão masculino em humanos

Os ratos foram então raspados e tratados com 2dDR, Minoxidil, cujo nome comercial é Rogaine, ou uma combinação dos dois.

Os pesquisadores descobriram que, após 20 dias de tratamento, tanto o gel de açúcar quanto o minoxidil promoveram de 80% a 90% de crescimento capilar em camundongos com calvície de padrão masculino.

A combinação dos dois tratamentos, no entanto, não levou a melhorias perceptíveis.

Uma condição genética

A calvície de padrão masculino, ou alopecia androgenética, é uma condição causada por uma combinação de fatores genéticos e níveis de hormônios sexuais, que gradualmente levam à perda permanente dos folículos capilares na cabeça.

Há pesquisas que mostram ainda que existe uma resposta do organismo em situações de estresse que leva à queda de cabelo. Por exemplo, uma célula folicular pode ficar estressada à medida que envelhece e se torna menos capaz de produzir cabelo adequadamente, atrasando o crescimento.

Medicamentos no mercado

Nos Estados Unidos (EUA), há apenas dois medicamentos licenciados, pela vigilância sanitária, para tratar a calvície: o minoxidil, vendido como Rogaine. E um outro por via oral, o  Finasterida, vendido como Propecia – que reduz o  fluxo de testosterona.

Porém, esse segundo medicamento por vezes, se feito uso de forma contínua pode estar associado a efeitos colaterais graves, como disfunção erétil, dor testicular, redução da libido e depressão.

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