Afinal, como está o desempenho das famosas Escolas Cívico-Militares no RS?

O modelo educacional cívico-militar, que combina gestão entre educadores e militares, está em discussão quanto à sua eficácia.

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O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023 revelou melhorias ou estabilidade na qualidade do ensino.

Este índice, que avalia a qualidade da educação básica a cada dois anos, destacou especialmente os anos iniciais do ensino fundamental. Um exemplo notável foi a Escola Professor Frederico Baiocchi, em Cruz Alta, que elevou sua média de 6,3 para 7,6 entre 2019 e 2023.

A implementação do modelo cívico-militar, que inclui a presença de policiais militares para tratar de questões disciplinares, parece ter contribuído para esses resultados, embora ainda não haja consenso sobre a eficácia do modelo na melhoria do aprendizado.

Análise do Modelo Cívico-Militar

O modelo educacional cívico-militar, que combina gestão entre educadores e militares, está em discussão quanto à sua eficácia. Gabriel Grabowski, doutor em Educação, ressalta que ainda é cedo para avaliar o impacto do modelo cívico-militar na aprendizagem, dado seu recente estabelecimento.

Ele argumenta que a qualidade do ensino depende de múltiplos fatores, como infraestrutura e formação de professores, que requerem investimentos. Por outro lado, uma ação no Supremo Tribunal Federal questiona a constitucionalidade da lei que criou o programa das escolas cívico-militares no estado, refletindo o debate em torno do modelo.

Impacto e perspectivas

Os resultados das escolas cívico-militares estão alinhados com o desempenho geral do RS no Ideb, que manteve estabilidade em relação a 2019. O estado ficou na 11ª posição nos anos finais do fundamental e na 9ª nos anos iniciais.

O modelo cívico-militar, adotado por 69 escolas no RS, foi instituído no governo Bolsonaro e extinto posteriormente, mas continua sob o Programa Mais Efetivo do governo estadual.

Com a expectativa de um parecer da Procuradoria-Geral da República sobre a ação no STF, o futuro das escolas cívico-militares no RS permanece incerto, enquanto se aguarda uma análise mais aprofundada de seus impactos educacionais. (GZH)

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