(por João Lemes) Há séculos, o prefeito José Dutra (Juca do PP) comanda a pequena Bossoroca. “Em terra de cego, quem tem um olho é rei; imagine quem tem os dois!”, diz o adágio.
Juca é muito moralista! Pessoa firme! Em várias ocasiões fez críticas em altos brados, principalmente ao STF. Nem vou mencionar o que ouvi durante um discurso aqui em Santiago. O homem é firme mesmo.

Respeito opiniões, mas não aceito o que é contra a lei. Por isso, acredito que um líder que tanto prega valores deve aparecer em público e explicar o que aconteceu com a caminhonete do seu gabinete, que foi flagrada pela polícia transportando material de campanha de Santiago até Bossoroca. Afinal, quem essa pessoa deve ter um chefe.
O Ministério Público Eleitoral ingressou com ação de investigação judicial pedindo a cassação dos registros de candidatura ou dos diplomas de João Alberto Ourique do Nascimento (Beto), candidato a prefeito eleito, de Rogério Quevedo de Camargo, futuro vice-prefeito, e de Juarez da Silva Cantini, eleito vereador, todos pelo Progressistas, por terem sido beneficiados pela prática de abuso de poder político e de autoridade. A ação também pede a inelegibilidade dos três pelo período de oito anos e pagamento de multa.
Desta vez, não foi o Congresso ou o STF a ser invadido, mas sim o prédio da prefeitura pela polícia, às catas dos panfletos e outros materiais de propaganda em uma caminhonete nova, moderna e cara, comprada com dinheiro público.
Juca Dutra não é mais candidato, mas convém frisar que ele apoiou o seu atual vice, Beto Nascimento, e como chefe geral, deve explicações.
A redação contatou pelo seu WhatsApp e não obteve resposta alguma. Seguimos aguardando.
A denúncia do Ministério Público Eleitoral envolve também o vereador eleito Juarez Cantini
Segundo a investigação, em 26 de setembro, a polícia encontrou uma caminhonete da prefeitura com 1.620 adesivos e sete bandeiras de campanha eleitoral dos candidatos Beto Nascimento (atual vice de Juca) e Rogério Camargo e Juarez Cantini. (veja aqui)
A ação, conduzida pelo promotor de Justiça Sandro Loureiro Marones, de São Luiz Gonzaga, solicita ainda a inelegibilidade dos três por oito anos e a aplicação de multa.
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