Mato Grosso do Sul – A Polícia Federal acusa o juiz Paulo Afonso de Oliveira de adquirir bens de luxo, incluindo apartamento, avião e fazenda, avaliados em mais de R$ 30 milhões. Ele realizava saques frequentes em espécie e declarava valores dos bens abaixo do real à Receita Federal. A PF identificou indícios de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal nas divergências entre valores declarados e preços de mercado.
O juiz é acusado de facilitar um golpe contra um aposentado carioca, executado com documentos falsos pela advogada Emmanuelle Alves Ferreira da Silva. Ela é esposa de Aldo Ferreira da Silva Júnior, amigo de Oliveira e também juiz. Oliveira permitiu o saque de R$ 5,5 milhões das contas do aposentado, mesmo após alertas de irregularidade. Ele impôs dificuldades ao recurso judicial do idoso. A operação contou com apoio de outro desembargador e concluiu-se entre 2016 e 2018, um período incomum para a Justiça.
A investigação da PF revela várias transações suspeitas em espécie feitas pelo juiz, incluindo depósitos para funcionários e pagamentos sem registros bancários. Entre 2017 e 2018, Oliveira recebeu mais de R$ 700 mil de uma empresa ligada a um empresário envolvido em corrupção. O juiz e outros desembargadores afastados na Operação Ultima Ratio agora enfrentam monitoramento judicial em um dos maiores escândalos da Justiça estadual.
Fonte: O Jacaré.
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