O relatório da Polícia Federal aponta que as faixas usadas por manifestantes nas portas de quartéis e em atos de apoio a Jair Bolsonaro eram planejadas pelo próprio Palácio do Planalto. Mário Fernandes e George Hobert, integrantes do governo, orientaram quais mensagens deveriam ser exibidas em manifestações supostamente espontâneas. As faixas continham frases como “LIBERDADE SIM, CENSURA NÃO” e apelos como “novas eleições para presidente”. O material foi distribuído para manifestações após as eleições de 2022.
Entre os 37 indiciados pela trama golpista, estão Jair Bolsonaro, ex-ministros Walter Braga Netto, Anderson Torres e Augusto Heleno, além de militares de alta patente. Conversas interceptadas revelaram o envolvimento direto de Mário Fernandes, então secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, e George Hobert, assessor da mesma pasta.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, derrubou o sigilo do relatório, enviando os autos à Procuradoria-Geral da República. Documentos apreendidos incluem croquis e versões finais dos materiais planejados pelos militares. A defesa de Fernandes contestou a prisão cautelar, enquanto a de Hobert não foi localizada.
Fonte: Estadão.
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