Nicolás Maduro assumiu seu terceiro mandato como presidente da Venezuela nesta sexta-feira (10), em cerimônia realizada em Caracas. O evento contou com representantes de 125 países, incluindo embaixadores do Brasil, México e Colômbia. Governos de Cuba e Nicarágua enviaram seus chefes de Estado, enquanto outros, como o Chile, se ausentaram. A oposição venezuelana classificou a posse como um “golpe de Estado”, diante das denúncias de fraude eleitoral que apontam Edmundo González como vencedor legítimo das eleições de julho.
A líder opositora María Corina Machado foi brevemente detida durante um protesto na quinta-feira (9), segundo relatos da oposição. Ela foi liberada horas depois, mas o regime chavista negou a detenção. Manifestações em apoio a González ocorreram ontem em Caracas e outros Estados, com menor adesão que o esperado. A oposição também denuncia a repressão contínua contra dissidentes.
Horas antes da posse, o governo venezuelano fechou a fronteira com a Colômbia, enquanto a passagem com o Brasil permanece aberta. A oposição tenta reagir às ações do regime, mas enfrenta um cenário de intimidação, repressão e controle por parte das forças chavistas. Nicolás Maduro segue no poder até 2031, consolidando-se como o presidente mais longevo da história da Venezuela.
Fonte: Estadão.
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