A construtora Camargo Corrêa pagou 3 milhões para o Instituto Lula e um milhão e 500 mil para a LILS Palestras Eventos e Publicidade, empresa do ex-presidente, entre 2011 e 2013. É a 1ª vez que os negócios do petista aparecem nas investigações da Operação Lava Jato, que apura um esquema de cartel e corrupção na Petrobras com prejuízo de 6 bilhões já reconhecidos pela estatal.
O Instituto Lula, criado pelo ex-presidente após deixar o Planalto, em 2011, recebeu três pagamentos de um milhão cada. Dois são registrados como “Doações e Contribuições”. O que chamou a atenção dos investigadores foi o lançamento de 2 de julho de 2012, sob a rubrica “Bônus Eleitoral”.
No caso dos pagamentos ao LILS, cujo endereço é a própria residência de Lula, em São Bernardo do Campo, a empreiteira registrou vários depósitos, tratados pela empreiteira como serviços de “consultoria”.



