O número de argentinos migrando para o sul do Brasil em busca de trabalho aumentou muito nos últimos anos, especialmente a partir de 2024. A maioria vem da província de Misiones, uma das mais empobrecidas da Argentina, para atuar em atividades temporárias, como colheitas de uva, maçã, erva-mate e trabalhos pesados, como corte de árvores e apanha de aves.
Muitos entram por fronteiras secas ou locais pouco fiscalizados, enquanto outros utilizam vistos de turistas devido à demora na emissão de vistos de trabalho.
Apesar de a maioria dos trabalhadores encontrar emprego formal e boas condições, casos de trabalho em situação degradante ainda ocorrem. Entre 2024 e 2025, 42 argentinos foram resgatados em situações de escravidão, principalmente na colheita de uva e erva-mate. Problemas incluem alojamentos precários, falta de água potável e salários atrasados, geralmente envolvendo atravessadores que prometem condições melhores do que as oferecidas na realidade.
A presença de argentinos tem crescido nas colheitas e em frigoríficos do interior do RS e Santa Catarina, ajudando a suprir a falta de mão de obra em tarefas braçais, consideradas pesadas e pouco atrativas para trabalhadores brasileiros. As autoridades destacam que a migração argentina é geralmente temporária, e muitos trabalhadores voltam ao país de origem após juntar dinheiro.
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