A Polícia Federal apura irregularidades no uso de emendas parlamentares destinadas ao Hospital Santa Cruz, além de possíveis crimes de corrupção ativa e passiva. A operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, incluiu o cumprimento de 11 mandados, o afastamento de dois investigados de suas funções públicas e o bloqueio de valores.

Os agentes já apreenderam 350 mil
As ordens judiciais foram executadas em Estrela, Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires, Lajeado e Brasília, além de Rosário do Sul, um dos principais alvos. Durante as buscas, os agentes apreenderam R$ 350 mil, documentos, objetos e celulares escondidos no forro de um escritório. Esses materiais serão analisados para identificar possíveis conexões entre os suspeitos e esclarecer o desvio de verbas públicas, especialmente aquelas provenientes de emendas parlamentares.

De acordo com informações preliminares, um dos investigados é Lino Furtado, assessor do deputado federal gaúcho Afonso Motta (PDT). A Polícia Federal investiga como os recursos destinados a projetos específicos foram desviados e redistribuídos ilegalmente. A operação tenta identificar todos os envolvidos no esquema e o montante total desviado.
Deputado Motta na berlinda
O deputado federal Afonso Motta (PDT) foi citado no inquérito da Polícia Federal. A investigação identificou um contrato que previa uma comissão de 6% destinada a Lino Furado (de Rosário do Sul) assessor do parlamentar, após intermediar a liberação de verbas para o Hospital Ana Nery, em Santa Cruz do Sul (RS). Durante as operações, agentes apreenderam R$ 350 mil no forro de um escritório, além de documentos e celulares. O ministro Flávio Dino destacou indícios consistentes de irregularidades, enquanto Motta afirmou estar à disposição das autoridades.


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