Coronel Bicaco – Após dois dias de julgamento Dieison Correa Zandavalli foi condenado a 36 anos e seis meses de prisão pelo estupro e homicídio qualificado da adolescente kaingangue Daiane Griá Sales (14 anos) ocorrido em Redentora, em 2021. A sentença foi proferida pela Juíza Ezequiela Basso Bernardi Possani, com cumprimento imediato da pena em regime fechado.
O réu permanece preso em Três Passos. O júri durou mais de 20 horas, com a presença de familiares, indígenas e movimentos sociais. Foi muita emoção da promotora e principalmente dos familiares, pois pela primeira vez, a descriminação contra os índios teve punição à altura.
Relembre o caso
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Daiane foi estrangulada pelo réu e morreu por asfixia. O crime teria ocorrido após a vítima aceitar uma carona do acusado, que a teria levado para uma área de lavoura onde cometeu o estupro e depois o homicídio.
Ainda conforme a denúncia, Zandavalli teria se aproveitado do estado de embriaguez da menina, impossibilitada de reagir, usando de violência, com toques e beijos, apoiando-se sobre ela. O corpo da adolescente foi achado mais de três dias depois dos fatos, em um matagal.
A denúncia do Ministério Público destaca a presença de qualificadoras no crime, como o desprezo do réu pela população indígena Caingangue (etnofobia) e o menosprezo e discriminação à condição de mulher da vítima (feminicídio).
Em seu interrogatório, o acusado negou ter cometido os crimes. A defesa chegou a solicitar a instauração de um incidente de sanidade mental, que concluiu que o réu é capaz de compreender o caráter ilícito de seus atos.
A sentença que determinou que o caso fosse analisado pelo Tribunal do Júri foi proferida em outubro de 2023.
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