‘Dar sentença é o ato de sentir’, compara o juiz Valeriano

Em entrevista ao programa A Pauta é, de Sandra Siqueira, ele falou sobre a sua trajetória, marcada por perseverança e esforço.

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Santiago – Está completando um mês desde que a cidade recebeu seu novo juiz, o magistrado Valeriano Santos Filho. Natural de Minas Gerais, Valeriano assumiu a primeira Vara Civil do município, deparando-se com um acervo de cerca de 8 mil processos. Demonstrando sua dedicação e celeridade, despachou mais de 200 casos apenas no primeiro mês de trabalho.

Trajetória profissional

Em entrevista ao programa A Pauta é, de Sandra Siqueira, ele falou sobre a sua trajetória, marcada por perseverança e esforço. “Não saí da mesada para o gabinete. Foi necessário muito trabalho, dedicação e sacrifícios”. Valeriano tomou posse como magistrado em 2022, mas por 17 anos anteriores ele já havia exercido importantes cargos no setor jurídico, incluindo gerente de cartório e assessor de desembargador. Suas primeiras experiências no RS foram em comarcas como São Pedro do Sul, Cacequi, Jaguari, Mostardas, como substituto e São Vicente, como titular.

Uma visão humanista da Justiça

Com uma visão humanista da Justiça, Valeriano acredita que o ato de julgar vai além da aplicação das leis. “Dar sentença é um ato de sentir”, afirma. Para ele, é essencial considerar as questões legais e, ao mesmo tempo, olhar com empatia para os problemas que levaram as pessoas ao olhar da justiça.

Opiniões sobre questões sociais

Valeriano também se posiciona firmemente sobre questões sociais, como as cotas raciais. Em sua opinião, são medidas necessárias e urgentes para corrigir uma dívida histórica com os negros. Ele relembra um episódio marcante em sua carreira, quando uma jovem negra descobriu que ele era o juiz e se identificou, considerando que ela também poderia chegar a ser uma juíza um dia.

Reflexão sobre a descriminalização das drogas

Sobre a descriminalização das drogas, Valeriano acredita que o Estado deve repensar suas políticas de tratamento e combate na esfera penal. Para ele, o vício é um problema de saúde que precisa de atenção diferenciada. Já em relação à superlotação dos presídios, o juiz defende a necessidade de medidas preventivas mais efetivas, ressaltando que alternativas penais estão sendo construídas, mas que a prevenção ainda é o caminho mais eficaz.

Busca pela conciliação e críticas ao Judiciário

Valeriano também tem se destacado pela busca incessante de conciliação antes das sentenças, acreditando que muitos conflitos podem ser resolvidos de forma mais autônoma e eficiente pelas próprias partes envolvidas. Durante o programa, ele não se furtou de comentar também sobre as críticas que o Judiciário tem recebido nos últimos anos, o que se demonstra na própria figura do ministro Alexandre de Moraes, contestado por uns, aplaudido por outros. Ele considera que a justiça nunca foi tão acionada como atualmente e que muitas questões que não eram judicializadas hoje são inevitáveis dessa participação, o que coloca o Judiciário mais visível.

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